Clube de Proteção Civil

Este era o espírito:

(Pode ler-se na nota introdutória do dossier que aqui se deixa para descarregar em formato pdf )

“O projeto Clube de Proteção Civil inscreve-se no programa de sensibilização pública da Autoridade Nacional de Proteção Civil/ANPC. Ao longo dos anos acompanharam-se vários projetos comunitários no âmbito das políticas de informação pública.
Recentemente com a adoção da Declaração de Sendaie o Quadro para a Redução do Risco de Desastres 2015- 2030, 187 Estados Membros da ONU, entre os quais Portugal, aprovaram sete metas, quatro prioridades e um conjunto de princípios orientadores, sublinhando que uma redução substancial do risco de catástrofe requer perseverança e persistência, “com um foco mais explícito nas pessoas, na sua saúde e meios de
subsistência”.

A importância e oportunidade de desenvolver uma estratégia comum neste campo determinou, por parte dos ministérios da Administração Interna e da Educação, o lançamento de um programa concreto de intervenções consubstanciado num protocolo de cooperação que pretende enquadrar diversos projetos e campanhas que, mobilizando agentes e organismos, permita atingir, adequada e eficazmente, os objetivos propostos de lançar as bases para que se possam construir comunidades Dossier do Clube de Proteção Civil 2017mais resilientes.

A abordagem destas problemáticas, estando prevista nos programas das diferentes disciplinas e nas orientações para as áreas não disciplinares, tem um enquadramento natural no âmbito das atividades de enriquecimento curricular, nomeadamente ‘clubes’
escolares.

O programa de conteúdos para um clube escolar de segurança e prevenção de riscos naturais,tecnológicos e mistos – o Clube de Proteção Civil – propõe às escolas do ensino básico um conjunto de recursos informativos e formativos que contribuam para a aquisição de competências específicas no quadro da proteção civil, em articulação com o Referencial de Educação para o Risco, promovendo ações integradas neste domínio.

A Escola, para além de espaço dinâmico de transmissão de saberes, constitui um fator de integração na sociedade e vetor de formação de cidadãos, intervenientes e responsáveis. Na preparação do aluno para a vida ativa e para o exercício da cidadania emerge nos curricula escolares, com crescente importância, um conjunto de competências em
diversas áreas: saúde, ambiente e desenvolvimento sustentável, direitos, consumo e segurança.

É neste contexto que se inscreve a educação para a segurança e prevenção de riscos como elemento fundamental na construção de uma cultura de segurança, ao desenvolver competências no âmbito da prevenção e autoproteção. Estas competências contribuem para a adoção de atitudes e comportamentos responsáveis e adequados, face a acidentes graves ou catástrofes que as populações possam vir a enfrentar, contribuindo assim para a construçãode comunidades mais resilientes.

Educar para a segurança é educar para a prevenção. A educação para a prevenção permite colocar o aluno na posição de ator. Embora disponível para aceitar informação, deve também tomar iniciativas para a obter, pesquisando e participando.

Respondendo à sua curiosidade e colocando à sua disposição uma série de recursos, o aluno vê reforçada a sua auto-confiança, permitindo, desta forma, o desenvolvimento de relações de confiança no seio da comunidade educativa e de solidariedade com os
colegas e comunidade local. Toma assim consciência do alcance dos seus atos e das responsabilidades que lhe advêm do exercício dos seus direitos. Educar para a prevenção é também educar para a responsabilização, valorizando-se assim o princípio de antecipação e preparação conscienciosa para uma atuação adequada em situação de emergência.

Aprevenção começa pela noção de risco e esta obtém-se através de vivências próprias ou da cultura de grupo em que cada um se insere. Os jovens adquirem esta noção a partir do conhecimento do território e dos espaços em que vivem, e é a interiorização da noção de risco local que lhes permitirá um comportamento adequado e responsável face a eventuais ocorrências.

Competindo aos diferentes agentes de Proteção Civil, organizações mas também cidadãos, a informação e promoção destas matérias, o universo escolar constitui o território preferencial de intervenção, quer pelo impacto das comunidades educativas na população em geral, quer pelos efeitos multiplicadores nas futuras

gerações.

 

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